Coneci-MG participa de painel sobre a integração entre controle interno e externo no XXII Enci, promovido pelo Conaci
Painel reuniu Nicolle Bleme, Gustavo Vidigal e o conselheiro-presidente Durval Ângelo para discutir como a atuação integrada fortalece a gestão e melhora os resultados para a sociedade.
A integração entre os órgãos de controle foi um dos temas do XXII Encontro Nacional de Controle Interno, promovido pelo Conselho Nacional de Controle Interno. No painel “Juntos pelo Interesse Público: A Integração entre Controle Interno e Externo”, a vice-presidente do Coneci-MG e controladora-geral de Contagem, Nicolle Bleme, o diretor-geral do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG), Gustavo Vidigal, e o conselheiro-presidente do TCE-MG, Durval Ângelo, debateram um modelo de controle voltado à prevenção, ao diálogo e à melhoria permanente da administração pública.

Durante a apresentação, Gustavo Vidigal destacou que o desafio contemporâneo não é ampliar a fiscalização, mas tornar o controle mais inteligente e integrado. Com base em experiências desenvolvidas pelo TCE-MG, ele mostrou como o compartilhamento de informações entre controle interno e externo permite identificar riscos, corrigir fragilidades durante a execução e transformar fiscalizações em oportunidades de aperfeiçoamento da gestão.

Para Nicolle Bleme, essa integração é essencial para que os municípios construam uma gestão pública mais eficiente e capaz de entregar políticas públicas de qualidade. “Controle interno e controle externo não são estruturas concorrentes, mas complementares. Enquanto o controle interno conhece a gestão, seus processos e seus desafios cotidianos, o controle externo amplia a visão sistêmica e fortalece a governança. Quando essas instituições trabalham juntas, criamos um ambiente de prevenção, aprendizado e melhoria contínua, sempre em favor do interesse público.”

O painel reforçou que a própria Constituição estabelece essa atuação conjunta ao atribuir ao controle interno a missão de apoiar o controle externo e determinar a avaliação dos resultados das políticas públicas. Mais do que verificar conformidade, a proposta é construir um ciclo permanente de identificação de riscos, diálogo com os gestores, correção tempestiva e prevenção de novas irregularidades.
Ao reunir representantes das controladorias municipais e do Tribunal de Contas, o debate evidenciou um consenso: controlar melhor significa integrar capacidades para que a gestão pública gere mais transparência, mais eficiência e mais valor para a sociedade.